Preparem os ouvidos: produção em fábrica de vuvuzela aumenta 110%

Fã do futebol brasileiro, empresário sul-africano comemora lucro na Copa do Mundo: 40 mil cornetas no estoque


(Foto: Thiago Dias / GLOBOESPORTE.COM)


Se uma vuvuzela incomoda muita gente, 40 mil incomodam muito mais. Este é o número do estoque da fábrica “Plastic Printers”, de Joanesburgo, que nos últimos 12 meses aumentou em 110% a produção das cornetas que fazem a alegria dos torcedores sul-africanos (e a tristeza de muitos narradores).



Para conseguir atender à demanda dos compradores, o empresário Nevil Cohen contratou 90 novos funcionários e conta com uma equipe de 120 pessoas na fábrica, que ocupa dois andares de um prédio no centro de Joanesburgo e também produz “makarapas” (chapéus) e “makazelas” (mistura de chapéu com vuvuzela).

- Na Copa das Confederações nossa produção subiu, depois desceu um pouco e de março para agora está muito alto. Meu negócio é pintar vuvuzelas e capacetes, normalmente isso ocupa 80% da nossa demanda. Mas agora está o contrário: 80% de produção dos produtos – disse Nevil.


Confira a galeria de fotos da fábrica de vuvuzelas



A “Plastic Printers” só negocia em grandes quantidades, para empresas que revendem as peças. Uma vuvuzela com capa de seleções, por exemplo, sai da fábrica por 48 rands (R$ 11), mas depois pode ser encontrada em shoppings por mais de 100 rands (R$ 23). Segundo o empresário, o desempenho da seleção sul-africana não vai interferir no negócio.



- Não esperamos muita coisa dos Bafana. A campanha deles não deve nos prejudicar muito. Se fosse a seleção de rúgbi perdendo, sim, teríamos problemas – afirmou.



(Foto: Thiago Dias / GLOBOESPORTE.COM)


Com a produção extra das “makarapas” - capacetes que dividem com as vuvuzelas a preferência dos torcedores -, Nevil se associou ao vizinho de cima do prédio e aumentou a fábrica. Os novos funcionários comemoram a oportunidade de trabalho graças à Copa.



- Estou aqui desde dezembro, espero ficar até depois do Mundial. Gosto de pintar os capacetes da África do Sul, fico orgulhoso de ver as pessoas com eles nos estádios – disse Vusi Dube, que monta e pinta as “makarapas”.



(Foto: Thiago Dias / GLOBOESPORTE.COM)


Empresário sonha com volta do Brasil de 1982

Fã de futebol, Nevil já foi a três Copas do Mundo (1982, 1990 e 1998) e tem lembranças especiais da primeira: o futebol da seleção brasileira de Telê Santana encantou o sul-africano, apesar da derrota para a Itália. E é o legado da geração de Zico e Sócrates que o empresário espera ver nos campos da África do Sul.



- Vou torcer para os Bafana, claro, mas sei que não vão longe. Mas se jogarem bem, está bom. Quero ver o Brasil de 1982 de novo. Gosto da Argentina hoje, pois Messi é um jogador fenomenal – afirmou.



Nevil comprou ingressos para sete partidas da Copa, incluindo as duas primeiras do Brasil em Joanesburgo: contra Coreia do Norte (Ellis Park, dia 15 de junho) e Costa do Marfim (Soccer City, 20). Depois, planeja mais alto:



- Quero ir ao Brasil em 2014. E com umas vuvuzelas na mala (risos).


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