Novo iPhone 4 ganha câmera para conversas em vídeo e fica mais fino

Telefone é semelhante ao modelo furtado e comprado por blog nos EUA.

Anúncio foi feito durante o evento WWDC, na cidade de San Francisco.
 
 
 
Jobs, durante apresentação do iPhone 4 em San Francisco, nos EUA. (Foto: Paul Sakuma/AP)



Após um protótipo do aparelho ter sido roubado em um bar e as imagens terem vazado na internet, a Apple apresentou oficialmente nesta segunda-feira (7) o novo modelo do telefone celular iPhone. Batizado de iPhone 4, o aparelho tem como principais características uma tela de alta definição, design mais fino e uma câmera frontal, que permitirá conversas em vídeoconferência.



Quarta versão do telefone introduzido pela Apple em 2007, o iPhone 4 é 24% mais fino do que o modelo 3GS, apresentado há um ano. O smartphone virá revestido de vidro na parte frontal e na traseira. A câmera tradicional, na parte traseira, utilizada para fotos e vídeos, ganha um flash para imagens em locais escuros, além de resolução de 5 MP, contra 3 MP do modelo anterior. A gravação de vídeo é em alta resolução, com 720 linhas progressivas capturadas em 30 quadros por segundo.



A tela, que utiliza tecnologia batizada de "Retina Display", terá resolução de 326 pixels (ou pontos) por polegada, contra 163 pixels das telas utilizadas nos três modelos anteriores. O tamanho do display, no entanto, permanece igual. Com a alteração, a celular passa a exibir quatro vezes mais pontos na tela, de 960x640 pixels.



Em vez de uma antena, o aparelho utilizará a estrutura lateral de aço para receber sinais de celular. No "coração", o telefone terá o mesmo chip Apple A4 utilizado no iPad. As funções Wi-Fi, GPS e Bluetooth, já presentes nos modelos anteriores, seguem disponíveis.



Com a utilização do chip, o iPhone ganhará em eficiência no consumo de bateria, segundo Jobs. O novo modelo tem autonomia até 40% maior que seu antecessor. Na apresentação, a Apple afirmou que o iPhone 4 fica ligado por até 300 horas em modo stand-by.



Para quem utiliza o iPhone como videogame, a novidade é o sistema de giroscópio, que aumenta a precisão na leitura de movimentos do aparelho. O giroscópio capta velocidade e a força dos movimentos do usuário. O iPhone já tinha acelerômetro, sensor de proximidade e bússola.



iPad

O anúncio do novo modelo foi feito pelo CEO da empresa, Steve Jobs, na abertura da Worldwide Developers Conference (WWDC) 2010, que vai até 11 de junho na cidade San Francisco, nos Estados Unidos.



Antes de mostrar o novo iPhone, Jobs aproveitou o evento para falar do iPad, o tablet da Apple. Segundo ele, um aparelho é vendido no mundo a cada três segundos. Na App Store, loja virtual de aplicativos, já são vendidos 8.500 programas exclusivos para o sistema. No total, os proprietários de iPad já fizeram o download de 35 milhões de aplicativos.



O desempenho do iPad impulsionou a Apple em mais um mercado: o de livros digitais. Partindo do zero, no lançamento do aparelho nos EUA, em 3 de abril, a Apple já é responsável agora, segundo Jobs, por 22% das vendas de eBooks no mercado americano. O valor representa a 5 milhões de livros comercializados. A Amazon, líder do setor, já atua neste mercado desde novembro de 2007, com o lançamento do Kindle.



Locação de vídeo e 'Farmville'

Desenvolvedores foram chamados ao palco por Jobs para apresentar novidades para iPad e iPhone. Entre os destaques estão a chegada do jogo social "Farmville", sucesso no Facebook, para iPhone, e do sistema de download de filmes Netflix.



A Zynga, desenvolvedora do “Farmville” anunciou uma versão do game para o celular. No jogo, o usuário cuida de uma fazenda virtual. Itens extras poderão ser comprados diretamente no game, e haverá avisos que os usuários receberão pelo sistema de alertas "push".



O iPhone também ganhou o aplicativo de aluguel e compra de filmes digitais Netflix. Os usuários do aparelho poderão baixar filmes sob demanda. Presente nos videogames PS3, Xbox e Wii, o serviço não está disponível no Brasil.



Mais de 5 bilhões de aplicativos já foram baixados na App Store e, segundo Jobs, a empresa pagou mais de US$ 1 bilhão aos desenvolvedores, que recebem 70% do valor pago pelos consumidores.





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